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To be a WOMAN in a MAN's world


(PT) O Nepal é um dos países que ainda apresenta números estatísticos negativos no que respeita à igualdade de géneros, junto de países como Etiópia, Nigéria e China, de acordo com o estudo anual Global Gender Gap referente ao ano de 2017, produzido pelo World Economic Forum (WEF). As mulheres nepalesas representam mais de 50% da população (de acordo com World Bank Data), mas continuam a ser das mais afectadas pela opressão de uma sociedade maioritariamente patriarcal.  
A luta das mulheres pela sobrevivência começa ainda no ventre das suas mães, uma vez que o aborto baseado no género do feto ainda atinge elevados números devido à pressão de uma cultura com preferência pela chegada de um filho. Ser mulher é encarado como se de uma maldição se tratasse e devido a esta perspectiva tradicional, desde uma idade jovem, as mulheres sofrem com a falta de poder sobre as suas próprias vidas, assim como maus tratos pelo resto da sociedade, incluindo todos os tipos de violência (física, verbal, emocional e sexual), tráfico humano e casamento infantil. Ainda assim, das mulheres é esperado manter o respeito pelo homem, vivendo a obrigação de seguir as regras impostas pelos pais, irmãos, maridos, desde o momento que nascem até ao dia da sua morte.  
Outro problema comum é a quase inexistência de suporte educativo, seguido de um casamento prematuro que muitas vezes acontece aos 15 anos de idade, ainda que a lei estabeleça os 20 anos como a idade legal para o casamento. Esta realidade acontece em muitas comunidades remotas devido às condições chocantes de pobreza, em cujo acesso a qualquer tipo de recursos é bastante escasso. Nessas mesmas comunidades, frequentemente, o investimento na educação de uma rapariga é visto como um desperdício de tempo e dinheiro, já que de uma forma estereotipada, as mulheres são consideradas somente úteis para cuidar da família e do lar.  
“To be a Woman in a Man’s World” podia ter sido produzido em muitas outras regiões do mundo, porque infelizmente a desigualdade e a diferença de direitos entre géneros ainda é uma realidade presente em todo o lado, independentemente do quão evoluídos estamos em termos tecnológicos ou científicos. O Nepal acabou por ser o local eleito, provavelmente numa sequência de eventos que se foram revelando ao longo do percurso de Berta, impulsionando-a a lutar por todas aquelas que ainda não conseguiram ser ouvidas naquele país que é considerado a varanda do mundo. Este projeto procura dar visibilidade a este problema global, promovendo um estado de consciência perante o impacto do mesmo na nossa sociedade, e por sua vez, promover então a mudança necessária.

Outubro-Novembro, 2017 - Nepal.

To be a WOMAN in a MAN's world

 

(EN) Nepal is one of the countries that still scores a low rate for gender equality, along with countries such as Ethiopia, Nigeria and China, according with the Annual Global Gender Gap report of 2017 produced by the World Economic Forum (WEF). Nepalese women represent more than 50% of the population (according to World Bank data), but they are still the most affected by the continuous oppression of such a Patriarchal society.  
A women’s fight for survival begins in the womb, as sex-selective abortion is still reaching elevated numbers due to the pressure of a son preference culture. It seems that being a woman is like a curse and because of this tradicional perspective, from a very young age women suffer the lack of power over they own lives, as much as the mistreatment from the rest of society, including all sorts of violence, rape, trafficking and child marriage. Despite all of it, women are expected to respect men, living the obligation of following their father’s, brother’s, husband’s rules, from the moment they are born to the day they die.  
Another common problem is the lack of education provided, followed by a premature marriage, sometimes at the age of 15, even if the law stipulates 20 as the legal age for marriage. This happens especially in many remote communities with very little access to resources and due to severe poverty. Those communities often see the act of educating girls as a waste of time and money, as females are stereotypically caregivers and housekeepers.  
“To be a Woman in a Man’s world” could have been produced in many other places around world, sadly because inequality and the differences of rights between genders are still a reality everywhere, no matter how much we evolve in science or technology. Nepal was the chosen one, probably in a sequence of events that were revealed along Berta’s path, creating the need to fight for some of those who still have the greatest obstacles to overcome, to make their voices heard. This project aims to encourage people to take notice of a very actual global problem and to generate a sense of awareness that will call for further action and promote changes.

October-November, 2017 - Nepal.

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